Palavra de Salvação

Jesus lava os pés dos Discípulos

“Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, e a enxugar-lhes com a toalha com que estava cingido” Jo13:5

O sapato, é uma invenção bem antiga. Em 1.500 a.c (aproximadamente), já haviam registros de que o homem, se utilizando de peles de animais,  fabricava seu próprio calçado. As sandálias, contudo, sempre foram as preferidas da civilização antiga. Principalmente, as abertas e baixas. O  transporte, ainda não era tão veloz e andar a pé, um costume diário.

O cenário, em Israel, não era diferente. Jesus e os discípulos, caminhavam bastante, e de sandálias. Os pés, dos antigos, facilmente se enchiam de poeira. Aos servos, cabia a humilde tarefa de lavar os pés dos visitantes e(ou), convidados de seus senhores. Uma ação, que resultava em conforto- para quem tinha os pés lavados- e em demonstração de hierarquia.

Na passagem, do Evangelho de João, Jesus, fez bem mais que um simples servo faria. Ele, enxugou os pés dos discípulos, com a mesma toalha que envolvia seu corpo. Ele se despiu, para servir. Jesus, inclinado, apenas com as vestes intimas, lavando os pés dos discípulos. Impossível não comparar a humildade do Mestre, com a arrogância e “superioridade” de alguns líderes atuais. Sequer amarrariam o cadarço do sapato de algum discípulo distraído.

“Disse-le Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo” v(8).

“Aquele que está lavado, não necessita de lavar, senão os pés, pois no mais tudo está limpo”

Intimidade, Refrigério, Santificação, Graça

Ao entregarmos a vida para jesus, todo nosso ser é restaurado. Ele, nos purifica de todo o pecado I Jo 3:3. A lavagem do espírito, foi feita na cruz. Com sangue, de puro cordeiro. Os pés, contudo, dia após dia, necessitam de “tirar a poeira”. Entregar os pés para Jesus lavar, implica: Intimidade, refrigério e santificação. É a caminhada diária do cristão, sendo renovada pela comunhão.

Chama-mo-nos de Pai, Ele, nos chama de filhos. “Filho, se eu não te lavar os pés, não tens parte comigo”. As mãos do Mestre, carinhosamente, limpam nossos pés: “Ele nos prepara para a jornada da vida”. Favor, imerecido! Um Rei, se despindo, para lavar os pés de seus súditos! Não façamos como Pedro, que impôs distância. Levantou um muro: “Nunca, me lavarás os pés”. Seria a morte. O pó, dos pés, ganhando proporções irremovíveis, petrificando o corpo inteiro. Uma prisão.

Altruísmo, Amor

“Ora, se Eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também, lavar os pés uns dos outros” v(14).

Mestres e servos, se igualam, ao viverem em amor. Porque o amor, é perfeito. Aprimora o ser que passa a enxergar a si mesmo, no outro.

A Quem posso lavar os pés hoje?

Lavar os pés do outro, implica, viver o Evangelho. Imitar o Mestre. Proporcionar refrigério ao cansado. Ajudar na caminhada. Se a vida de Cristo, habita em nós, não existirá barreiras para “tirarmos a poeira” dos que nos entregam os pés. A água, é o Espírito Santo de Deus: Limpa, purifica, conduz a caminhos planos, em que pés, não se atolam. Atalhos, enganosos, dão lugar a horizontes promissores

Que a cada dia, entreguemos nossos pés ao Mestre e que nós, prossigamos, lavando os pés uns dos outros. Assim seja.

 

Por: Wilma Rejane
http://atendanarocha.blogspot.com
Citações: Bíblia Sagrada.

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